Ferramenta
Três perguntas, nenhuma técnica. No fim a ferramenta diz o que você descreveu, o que faz, o que não faz e o que precisaria mudar para ser outra coisa.
Pergunta 1 de 3
Quem começa o trabalho?
A ferramenta classifica por direitos de decisão, não por marca nem por modelo. Nada do que você responder é guardado.
As sete formas
Sete formas concretas, agrupadas nos quatro padrões. O que as separa não é a marca nem o modelo: é quem começa o trabalho e quem decide o próximo passo.
Responde, redige, resume e explica. É a forma mais comum e a que se adota mais rápido.
Não faz não entra nos sistemas da empresa e não deixa registro dentro do processo. Se ninguém abrir a aba amanhã, o trabalho é feito igual a antes.
Guarda o contexto e as instruções, então ninguém repete e as respostas ficam mais parecidas entre pessoas.
Não faz não começa sozinho: continua esperando que alguém abra e pergunte, e não toca nos sistemas.
Produz um entregável que se edita ali mesmo: um documento, uma planilha, uma calculadora.
Não faz não é mantido nem conectado à operação a não ser que alguém publique. No mês seguinte, o dado de dentro está velho.
Roda sozinha e deixa o resultado pronto: o relatório de segunda, o resumo da semana.
Não faz não escolhe o que fazer com o que encontrou. Se o resultado pede uma ação, uma pessoa continua fazendo.
Redige, calcula ou sugere dentro da ferramenta que o time já usa, e espera aprovação.
Não faz não diminui o time: alguém revisa uma por uma, e quando o volume sobe essa revisão é o gargalo.
Roda sem ninguém abrir e escreve nos sistemas nos passos previstos. O modelo resolve um passo pontual: classificar, resumir, etiquetar.
Não faz não resolve o caso que não estava no desenho: ali ele trava, avisa, ou segue pelo ramo padrão.
Decide o próximo passo e executa: pergunta o que falta, consulta o sistema onde está o dado, registra o resultado e transfere quando é o caso.
Não faz não se compra sem três coisas por escrito: o escopo do que pode fazer sozinho, os casos em que precisa transferir, e onde fica registrado o que decidiu.
O raciocínio completo, com os quatro padrões e as três perguntas que servem numa demo, está em o artigo que deu origem a esta ferramenta.
Porque confundi-los sai caro nas duas direções. Comprar um agente para um processo de três passos fixos é pagar a mais por algo que uma automação resolve melhor. Comprar uma automação para um processo com vinte variantes reais garante que o time humano continue atendendo as que não couberam no diagrama. E numa proposta, a diferença define quem responde pelo resultado.
Depende do que ele faz quando a conversa sai do roteiro. Se segue uma árvore de opções e diante do inesperado repete ou transfere, é uma automação com linguagem natural em cima. Se decide o próximo passo e executa ações nos sistemas da empresa, é um agente.
Serve para organizar a conversa, não para substituí-la. Respondendo pelo que mostraram na demo, a ferramenta diz qual categoria é. O que pedir depois é sempre por escrito: o escopo do que o sistema pode fazer sozinho, os casos em que precisa transferir e onde fica registrado o que decidiu.